quarta-feira, janeiro 17, 2018

SOBRE O INCHAÇO E AS DEFICIÊNCIAS DO GIGANTE


Durante os 6 governos da contrarrevolução militar havia no Brasil mais de 302 empresas estatais sob o controle da União. Metade dessas empresas, criadas na euforia nacionalista da época, foram fechadas, resultando no chamado milagre econômico brasileiro que transformou o país de economia extrativista em país da industrialização. 

Mesmo com as privatizações das últimas décadas, o Estado brasileiro continuou inchando, a ponto de se tornar nos dias atuais um gigante ineficiente e deficitário em tudo o que diz respeito ao atendimento das demandas do contribuinte. 

Estima-se atualmente que 70% da sociedade brasileira, mesmo sofrendo as consequências danosas do gigantismo do Estado, é contra as privatizações. Por que é contra? Porque desconhece os malefícios econômicos e sociais causados pela estatização de atividades empresariais deficitárias que são exploradas pela União, não em benefício da sociedade, mas em benefício das grandes corporações privadas, cujos dirigentes financiam uma casta política privilegiada que, associada à burocracia estatal, formam os chamados feudos ou carteis, pechados na atualidade de “organizações criminosas”, essas que monopolizam e abocanham a maior parte dos recursos das estatais e do Tesouro Nacional ao longo das décadas. 

Desde a construção de Brasília e das grandes obras de infraestrutura, como as hidroelétricas, estradas, portos, aeroportos, refinarias, etc, quando os grandes carteis de empreiteiras se formaram, a economia-política brasileira vem se distanciando do capitalismo liberal e de mercado e, paulatinamente, começou a absorver os fundamentos mais retrógrados do capitalismo estatizante de Estado socialista. 

De 1986 até os dias atuais os carteis, oligopólios e as organizações criminosas vêm atuando com tamanha voracidade que conseguiram transformar o Estado brasileiro em um megaempresário desonesto e muito irresponsável, que gasta muito, gasta mal e que devora impunemente tudo o que arrecada, sem priorizar o que de fato importa aos seus financiadores, que somos nós, contribuintes. 

Ao longo dos anos, os políticos corruptos de todos os partidos, juntamente com os parasitas dos sindicatos e com um punhado de empresários desonestos, transformaram as estatais brasileiras em verdadeiros feudos ou conglomerados oligopolizados que continuaram inchando e se fortalecendo à medida em que a situação geral piora. 

A sociedade brasileira tem sido demasiadamente tolerante com a endemia da corrupção porque a maioria dos contribuintes desconhece as causas reais que fazem do Brasil uma das nações mais perversas do planeta em termos de extorsão fiscal, de desatendimento social e de desperdícios econômicos dos impostos que amealha dos cidadãos. 

Desconhece também que as regras básicas previstas na Constituição Federal para a criação e manutenção de uma empresa estatal (em uma economia de mercado), prevê, em primeiro lugar, a sua finalidade social; e em segundo lugar, o interesse coletivo para atuar em áreas em que a iniciativa privada não tem interesse, como por exemplo, em atividades de alto risco e nas de segurança nacional.

Contraditoriamente, os governos (federal, estaduais e municipais) continuam administrando precariamente e com visíveis deficiências, instituições financeiras; hospitais, oleodutos, gasodutos, centrais elétricas, petroleiras, ferrovias, portos, aeroportos, linhas de transmissão, hidroelétricas, fábrica de armas, companhias de abastecimento, de extração mineral, indústrias de transformação, comércio e serviços, empresas de comunicação, dentre outras atividades que a iniciativa privada é muito mais eficiente. 

É fato concreto que cada contribuinte brasileiro trabalha 4 meses por ano somente para pagar os impostos que, em grande parte são utilizados pelos governos para alimentar a gastança e os desperdícios de 496 empresas estatais brasileiras, dentre as quais, 168 são empresas federais que possuem juntas 109 subsidiárias, tendo o Estado como dono ou com elevada participação acionária. 

Das 496 estatais que podem ser consideradas viáveis segundo o potencial de serem privatizadas, 219 empresas não disponibilizaram sequer os seus números reais, fato que dificulta sobremaneira uma avaliação mais substantiva do seu valor de marcado. 

No período de grande aparelhamento do Estado, que durou de 2003 à 2015, os governos do PT criaram nada menos do que 43 estatais, todas elas deficitárias e saqueadas por burocratas e tecnocratas corruptos, os quais, em grande maioria, são indicados por políticos larápios que em tais empresas mandam como se fossem seus donos. Juntas, essas empresas dão um prejuízo anual de R$ 12 bilhões ao país e gastam anualmente R$ 8,4 bilhões somente com pagamento de salários de funcionários e apaniguados do sistema. 

Segundo o Ministério do Planejamento existem atualmente 48 empresas estatais sob o controle “direto” da União e 106 empresas com controle “indireto” da União. Incluindo as subsidiárias dessas empresas, o quadro se agiganta para: 18 empresas estatais dependentes do Tesouro Nacional; 136 empresas estatais não dependentes do Tesouro Nacional; 30 empresas estatais não dependentes, mas com o controle direto da União e 106 empresas estatais não dependentes e sob o Controle Indireto da União. 

As empresas estatais federais com as suas subsidiárias, possuem mais de 550 mil funcionários públicos federais na ativa. Se considerarmos os aposentados e pensionistas, o número ultrapassa 2 milhões de servidores, somente das estatais federais. Em 2017, os gastos com pessoal foram de R$ 325 bilhões, sem falar dos passivos trabalhistas e dos rombos nos fundos de pensão. 

De acordo com a FGV, 18 estatais são completamente dependentes do Tesouro e deveriam ser privatizadas ou mesmo descartadas imediatamente. Dentre elas se destacam por obsolescência e ineficiência: Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU); Empresa Brasileira de Comunicação (EBC); Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba (Codevasp); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Tremsurb) e Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). A Valec (Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.) 

Em todas as estatais do Brasil, assim como nos três poderes e em todas as instâncias do serviço público brasileiro, há desperdícios e acúmulos de apaniguados indicadas por lideranças políticas que transformam os gestores públicos em eficientes operadores de uma pesadíssima máquina estatal de dilapidar valores econômicos, inclusive forçando esses afilhados a retribuírem as suas nomeações, desviando recursos das empresas públicas para entupir os cofres e as malas dos seus padrinhos políticos. 

Para que se tenha uma ideia de quanto o Estado desperdiça recursos financeiros do contribuinte, basta dizer que apenas 1/3 das empresas estatais devoram anualmente mais de R$ 76,2 bilhões do contribuinte, seja servindo de cabide de empregos para suster milhares de afilhados políticos que recebem elevadíssimos salários sem mérito algum; seja servindo de moeda de troca entre governos fracos e políticos salafrários que das empresas estatais se servem para todo tipo de prática desonesta.

A petrobras, por exemplo, que possui 43 subsidiárias espalhadas pelo mundo, tinha até 2015 nada menos do que 3 servidores terceirizados para cada funcionário de carreira. Eram quase 200 mil terceirizados sugando os recursos da empresa. A Petrobras tinha ainda 1.100 profissionais somente na área de comunicação, enquanto a Shell tinha 250 funcionários nessa mesma área atuando no mundo inteiro e a Vale do Rio Doce tinha apenas 40. No ano 2015 a Petrobras revelou um prejuízo de mais de R$ 13 bilhões. A Pré-Sal Petróleo S.A. também deveria ter seu papel rediscutido após as mudanças na estratégia de exploração do pré-sal. 

Estima-se que na Eletrobras, que possui 39 subsidiárias deficitárias; somada ao Banco do Brasil, que possui 17; ao BNDES, que possui 3; a Caixa Econômica, que possui 2; a Telebras que possui 1; e os Correios, mantinham juntos mais de 600 mil servidores terceirizados entre 2009 e 2015. 

A inútil e grevista EBC – Empresa Brasileira de Comunicação (um antro de petistas e comunistas), torrou R$ 4,6 bilhões somente nos últimos 5 anos, valor semelhante ao que o país investe na merenda escolar de 40 milhões de crianças. Jornalistas como, Lúcia Scarano Mendonça, Emir Sader, Luis Nassif, Paulo Markum, Tereza Cruvinal e Paulo Moreira Leite, recebiam anualmente R$ 3,2 milhões para defenderem o governo petista. 

O BNDES, criado em 1952 pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos para ser o formulador e executor da política nacional de desenvolvimento econômico, recebeu por bondade dos governos petistas recursos da União na ordem de R$ 550 bilhões, isso entre 2008 e 2014, dobrando assim a dívida pública do Brasil, que vem sendo paga pelo contribuinte. 

Vale destacar que 67% dos recursos do BNDES foram utilizados para financiar de forma muito suspeita, pouco mais de 900 conglomerados empresariais que realizavam obras faraônicas no exterior e não no Brasil, como é o caso das empreiteiras envolvidas na Lava Jato. E o que era mais danoso ao pais: o Tesouro emprestava dinheiro do contribuinte ao BNDES a juros de 5% ao ano e captava os mesmos recursos no mercado, pagando juros de 12,5%, gerando assim um prejuizo real ao contribuinte de exatos 7,5% sobre o mentante da operação.

A inoperante EPL - Empresa de Planejamento e Logística, criada pelo governo Dilma Rousseff para colocar nos trilhos o fictício Trem-Bala, produziu nos 3 anos que antecederam a famigerada Copa Mundo um rombo no orçamento da União de R$ 1,9 bilhões e até hoje tal projeto não saiu da papel. Atualmente essa empresa custa ao contribuinte a bagatela de R$ 100 milhões por ano. 

Dentre as estatais dependentes do Tesouro, pelo menos 20 poderiam ser privatizadas já, em 2018, incluindo no rol pelo menos 8 companhias docas, a Eletrobras, a Agência Brasileira Gestora de Ativos Garantidores (ABGF), a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e a solapada Telebras, sem falar da fábrica de semicondutores e da Hemobras, fábrica de medicamentos derivados do sangue e biofármacos, que juntas consumiram R$ 5,5 bilhões somente com a folha de pagamento nos últimos 10 anos. 

A Petroquímica Suape e a PBio (Petrobras Biocombustíveis) – produtora de etanol e biodiesel, estão no topo da lista das empresas estatais mais deficitárias. As duas companhias apresentaram, segundo o estudo da FGV, um rombo de R$ 5,1 bilhões nos últimos 7 anos dos governos do PT. Sem contar com os R$ 5,6 bilhões do Tesouro que foram desperdiçados para socorrer empresas ineficientes como a Alcântara Cyclone Space, Infraero, Correios, Valec e as estatais de água e saneamento. 

Segundo o Banco Central, de 2012 até 2016, o Tesouro Nacional aportou R$ 122,3 bilhões para socorrer as estatais federais deficitárias.  

Diante das disputas por cargos e do toma-lá-dá-cá que faz das estatais brasileiras um feudo de corrupção política continuada, caberia perguntar: por que motivo os burocratas que ocupam cargos de confiança nas estatais, assim com a maioria dos políticos brasileiros são contra as privatizações dessas empresas em que o Estado figura como sócio e como financiador dos seus negócios? 

Perguntemos ainda, por que será que a todo instante se trava uma verdadeira batalha entre os partidos políticos para indicar ou para manter os seus operadores de confiança nos cargos de diretoria da Petrobras, BR Distribuidora, Eletrobras, Transpetro, Furnas, Correios, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Casa da Moeda e nos diversos escalões dessas e de outras empresas que são devoradas gulosamente pelos seus dirigentes? 

A resposta é simples e direta: o objetivo real desses operadores é roubar os recursos das estatais para fortalecer politicamente os caciques dessa política suja e ordinária que afunda o Brasil na lama da corrupção endêmica e sistêmica. 

É consenso entre os economistas reformadores que, uma das causas do desequilíbrio fiscal que produziu um déficit primário no país no montante atual de R$ 149 bilhões é mera consequência da corrupção. Também é consenso que o governo só conseguirá estancar essa sangria, cortando sumariamente gastos em todas as áreas finalísticas; elevando a carga tributária, ou privatizando as estatais deficitárias. 

Ora, como os governos não conseguem cortar os privilégios concedidos aos sindicatos, nem aos burocratas e tecnocratas espalhados pelos três poderes da república, e como a sociedade não aceita ser punida com aumento de impostos ou com cortes de gastos em áreas fundamentais como a saúde, educação, segurança, dentre outras, não restará alternativa que não passe pelas privatizações; pela desregulamentação de atividades monopolistas, permitindo que empresas de capital estrangeiro possam explorar tais atividades no Brasil; ou ainda, vendendo concessões para que a iniciativa privada passe a investir em estradas, ferrovias, portos, aeroportos e nas diversas formas de produção de energia. 

Segundo os estudos do Banco Central, estima-se que a União arrecadaria algo em torno de R$ 500 bilhões somente com as privatizações de 70% das estatais federais. A metade dessa arrecadação viria do setor financeiro, com a venda de parte da Caixa Econômica, de parte do Banco do Brasil e do BNDESpar, braço acionário do BNDES. O restante viria com a venda das empresas dos setores de abastecimento e saneamento básico, transportes, energia, óleo e gás. 

E quem mais se beneficiaria com as privatizações das estatais seriam os estados da federação, que devem atualmente R$ 604 bilhões ao Tesouro e receberiam em contrapartida R$ 125 bilhões com a venda de 132 empresas estatais, em sua maioria, deficitárias ou dependentes do socorro financeiro da União. 

Privatizando todas as empresas públicas, o Brasil deixaria de ser um péssimo empresário para ser um Estado regulador, podendo manter por mais algumas décadas somente as empresas de pesquisas que atuam em setores estratégicos, tais como: Embrapa, Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A (Nuclep).

Dentre as empresas que podem ser fundidas agora, em 2018, merecem destaque os bancos públicos: o Basa (da Amazônia); o Banco do Nordeste; a Caixa Econômica e Empresa Gestora de Ativos (Emgea), que poderiam ser incorporados pelo Banco do Brasil, o qual, posteriormente, deve ser privatizado. Já a Dataprev, poderia se fundir ao Serpro - Serviço de Processamento de Dados, reduzindo drasticamente os seus custos.

Já os Correios e a Infraero, que também são estatais não dependentes do Tesouro e que vêm registrando seguidos prejuízos, deveriam passar por um amplo processo de reestruturação, ficando menores e com foco em suas atividades essenciais até serem privatizadas. 

Para se ter uma ideia do declínio estatal, em 2012 todas as estatais pagaram R$ 28 bilhões à União. Em 2016, pagaram tão somente R$ 2,86 bilhões. Há 3 anos os Correios não recolhem nenhum centavo de dividendos para a União, e, há dois anos a Eletrobras e Petrobras também não pagam nenhum dividendo.

Ora, numa economia sangrada na carótida, que despolpa e que recrudesce em serviços públicos essenciais, desviar dinheiro da arrecadação para acudir empresas estatais é tão irracional e tão prejudicial quanto elevar ainda mais a carga tributária para nutrir atividades que tem o desperdício como sua alavanca mestra. 

Livrando-se do ônus pesado das empresas estatais, o governo terá condições de reduzir os 39 ministérios para no máximo 15, podendo dedicar todo o seu tempo de gestão somente para o que importa, concentrando a sua energia no aprimoramento da arrecadação e no atendimento das demandas sociais. 

Parte da sociedade que se posiciona contra as privatizações ou contra as reformas necessários, ignora solene que os dinheiros utilizados pelos governos (federal, estaduais e municipais) para sanear as empresas estatais deficitárias, desaparecem num piscar de olhos e nunca mais retornarão ao caixa do Tesouro, fato que condena a sociedade a permanecer desatendida, desamparada e completamente omissa em relação às atividades finalísticas primordiais do Estado, que são: saúde, educação, segurança, infraestrutura, mobilidade urbana, meio-ambiente, etc. 

O Estado brasileiro não pode ser empresário por vários motivos: primeiro porque, o Estado é confiado aos políticos e, como sabemos, falta aos políticos que controlam aos gestores públicos, o zelo e a responsabilidade com o dinheiro alheio; segundo porque, a noção de coisa pública sempre estará apartada da noção de coisa privada (da coisa minha), de tal modo que, essa distorção leva a sociedade a entender que, o que é público é de todos, portanto não é de ninguém. 

Diante dos desfalques e das roubalheiras bilionárias que há décadas ocorrem nas empresas estatais do país (desfalques que abocanham a maior parte do dinheiro do contribuinte), é mais viável para a sociedade que o Brasil deixe de ser empresário e que se livre rapidamente dessas empresas, passando o governo a se concentrar unicamente na arrecadação de impostos para investir nas atividades finalísticas e no atendimento das demandas da sociedade. 

Deixando o Estado de ser empresário, ninguém mais irá à porta dos governos para pedir cargos em troca de apoios políticos. Desse modo o Estado deixará de ser refém de políticos mercenários que só aprovam os projetos de interesse da sociedade mediante o toma-lá-dá-cá. 


Estando o país livre dessas empresas estatais, acabarão finalmente as mamatas e as negociatas por cargos públicos. Só assim os governos (federal, estaduais e municipais) conseguirão vedar essas cacimbas fundas, que devoram todo o dinheiro do contribuinte para sanear empresas deficitárias e saqueadas por bandidos, podendo esses governos concentrar suas ações no aprimoramento dos serviços públicos e nas atividades básicas essenciais que a sociedade tanto reclama. 

Ruy Câmara.     

SOBRE A NECESSIDADE DE UMA AMPLA REFORMA FISCAL



Desde a criação do município por Júlio Cesar, no ano 50 a.C. nenhuma outra instituição do poder público foi capaz de cumprir o papel de gestor do processo de desenvolvimento local para atender o cidadão com mais eficiência do que a administração municipal. 

Entretanto, como o desenvolvimento, assim como a arrecadação dos municípios espalhados nas diversas regiões do país não ocorrem de forma linear (alguns municípios produzem e se desenvolveram, e outros não), os estados passaram a assumir certas responsabilidades sociais que demandam gastos contínuos em áreas essenciais, os quais, por sua vez passaram a depender dos recursos do poder central, inclusive para subsistência local. 

Desse modo, tanto os estados, quanto a União, foram se tornando instituições cada vez mais presentes e indispensáveis aos municípios, notadamente para aqueles que foram criados em regiões geograficamente desfavorecidas pela própria natureza. 

É comum ouvir dos políticos que se beneficiam, eleitoral e economicamente, das regiões mais pobres do Brasil, que o Brasil é um país injusto. E é mesmo. Mas raros são aqueles que admitem que há uma infinidade de municípios no Brasil que foram criados na esteira da injustiça social tão somente para atender aos interesses políticos. Também não dizem que, do ponto de vista econômico, esses municípios não justificam, uma vez que vivem parasitariamente, dependendo tão somente das ajudas intragovernamentais, ou seja, dos recursos arrecadados noutras regiões pelos estados e pala União. 

Eis uma das razões pelas quais a Federação se agigantou sobre os estados e estes, consequentemente, sobre os seus municípios, fato que obrigou a União a redefinir o seu papel no que diz respeito às políticas assistencialistas e políticas fiscais envolvendo receitas próprias e receitas partilhadas. 

Há pelo menos 30 anos os governos e os políticos discutem, prometem e quase nada avançou no campo das reformas estruturais do Estado brasileiro. A única reforma implementada até agora (extraída à fórceps no Congresso Nacional e ainda incompleta) foi a reforma trabalhista, permanecendo paralisadas outras reformas igualmente necessárias e urgentes, tais como: previdenciária, fiscal, política e do patrimônio estatal, dentre outras. 

Ao longo de três décadas os estados e municípios foram algemados pelo governo federal e dele passaram a depender financeiramente porque, grande parte dos recursos arrecadados no país é transferido para a União, passando a compor o orçamento que é administrado pelo Executivo. Por sua vez, o Executivo tornou-se refém dos interesses políticos do Legislativo e ambos os poderes (executivo e legislativo) tornaram-se subalternos ao judicialismo intervencionista das cortes do Poder Judiciário.

Paradoxalmente, quem arrecada a maior parte dos recursos dos contribuintes em cada Estado e município é a União, mas quem tem a responsabilidade constitucional de atender as demandas da sociedade em áreas essenciais como saúde, educação, segurança, são os estados e municípios. 

Como os três poderes da república não são rigorosos com o cronômetro e como praticamente tudo que envolve mudanças no Brasil tornou-se passivo de judicialização, pouco ou quase nada avança no tempo exigido pela sociedade, que espera ser atendida pelos estados e municípios e, muitas vezes, os recursos não são disponibilizados no seu devido tempo pela União. 

Por esses e outros motivos o Brasil precisa implementar com urgência uma ampla reforma fiscal, capaz de garantir um pouco mais de autonomia aos estados e municípios sobre a utilização dos recursos arrecadados do contribuinte, devendo tais recursos, em sua maior parte, serem investidos localmente, segundo as contrapartidas de cada unidade municipal ou mesmo regional e não segundo interesses eleitorais ou por favores do Governo Federal. 

Ruy Câmara

https://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2018/01/sobre-necessidade-de-uma-ampla-reforma.html

segunda-feira, janeiro 15, 2018

BY BY GIO, VAMOS PARA IRLANDA, POR DOLORES O'RIORDAN.



Ao final da década de 90 eu ouvi pela primeira vez o som contagiante da banda The Cranberries, e logo fui fisgado pela voz vibrante e melodiosa da genial vocalista irlandesa, Dolores O'Riordan, interpretando "Linger" e outros sucessos como "Zombie", "Dreams", “I’ts You” e "Ode To My Family. 



Nesta segunda-feira em que os europeus consideram o dia mais triste do ano em função das friagens intensas e da bruma que apaga o horizonte, faleceu precocemente em um hotel de Londres, aos 46 anos, a musa do rock alternativo, Dolores O'Riordan, de quem me tornei fã, tanto pelo seu talento de intérprete contagiante, quanto pela sua voz e pela frágil beleza. 


Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton nasceu em Ballybricken, na Irlanda, em 1971 e era a mais nova de sete filhos da família. Em 1994 ela casou-se com o empresário da banda, Don Burton, mas o casal se divorciou em 2014, após 20 anos de trabalho e então ela passou a enfrentar sérios problemas com o alcoolismo, consorciado com fármacos, em função da sua depressão.

A família e uns poucos amigos não sabem ao certo a causa mortis de Dolores, mas não se descarta a possibilidade de suicídio, uma vez que ao longo dos anos de sucesso sua carreira sofreu revezes decorrentes de uma vida pessoal conturbada, chegando a sofrer um colapso nervoso em 2014 após se separar do "novo marido de 21 anos", Duran Duran, no meio de uma turnê que fazia pelo mundo. 

Dolores amava seus pais e sua família, gostava de viver com simplicidade, mas não suportava a fama e detestava o assédio dos fãs. Retornando de uma turnê, ela sofreu um novo surto nervoso e se declarou culpada de uma agressão dentro de um avião, tendo sido presa em Londres. O tribunal aceitou o argumento da defesa de que O'Riordan estava muito doente, sofrendo hipomania, privação do sono e de paranóia no momento do incidente. 

De fato, a perícia médica diagnosticou que ela estava sofrendo transtorno bipolar e fora multada em £ 4.690, tendo o juiz se recusado a impor uma condenação criminal em alguém que estava mentalmente doente.

Naquele ano terrível de 2014, Dolores concedeu uma entrevista ao jornalista, Berry Egan, do Belfast Telegraph e revelou que passou a sofrer de uma “terrível autoaversão” sempre que se lembrava de ter sido abusada sexualmente quando tinha apenas quatro anos de idade. 

"Ele, o agressor, costumava me masturbar quando eu tinha oito anos. Ele me fez fazer sexo oral para ejacular no meu peito quando eu tinha oito anos. Eu era apenas uma criança", disse ela.

Dolores disse que posteriormente desenvolveu anorexia, e na entrevista admitiu que havia tentado suicídio por overdose em 2013. 

“O trauma manifestou-se no meu comportamento e nas patologias que começaram a se desenvolver em minha vida adulta, como o meu distúrbio alimentar, a depressão e, eventualmente, as agressões. Eu tentei overdose no ano passado e suponho que eu estou predestinada a isso. Eu sou uma pessoa boa, mas às vezes eu bebo e acabo quebrando as garrafas. Tudo é muito pior na manhã seguinte. Quando eu tenho um dia ruim, quando eu tenho más recordações, eu não posso controlar meus impulsos. Esse é o meu pior momento e a minha maior falha”. Contudo, ela jamais revelou o nome do seu algoz, pois sabia que seu pai o mataria. 

Noutra entrevista ela revelou que não pode ter ao seu alcance comprimidos para dormir, porque “se eu tomar algumas bebidas, vou tomar os comprimidos”. E acrescentou: “Nas turnês era muito fácil dizer: 'Eu não consigo dormir, eu preciso tomar uns tragos de bebidas e vou tomar um comprimido. Então você pega um, depois outro e um dia você não acorda. Isso pode acontecer. Eu tenho muito cuidado com isso agora.”

Recentemente ela confessou que, desde a morte do seu amado pai, Terence, em 2011, vítima de câncer, vem enfrentando um terrível batalha contra a depressão e que tem vivido momentos muitos dificilímos para superar a morte de sua mãe, a quem ela dedicou a canção "Ode To My Family.

"Olhando para trás, acho que a depressão, qualquer que seja a causa, é uma das piores coisas que pode acontecer com uma pessoa", disse ela ao Notícias irlandês. "Então, novamente, eu também tive muita alegria na minha vida, especialmente com os meus filhos. Você começa o dia nas alturas, depois vêm os momentos de baixa, de depressão... Claro que isso não é vida!”

Falando sobre a perda de seu pai em uma entrevista concedida em 2017 à RTE, ela admitiu que acreditava que seu ele não havia 'totalmente' deixado este mundo. "Havia um monte de coincidências pequenas, coisas estranhas e outras coisas que me fazem pensar que talvez ele, meu pai, está ainda em algum lugar", disse ela. “E todos nós queremos saber sobre a morte, onde as pessoas vão e o que acontece. Mas, certamente, eles cruzam a partir desta dimensão para outra."

Dolores estava em Londres gravando uma nova versão de "Linger" com a banda "Bad Wolves" e parecia muito animada com o trabalho, quando submergiu numa profunda depressão. Entretanto, no dia 03 de janeiro deste ano, ela postou no seu Twitter uma foto sua com seu gato de estimação e escreveu uma notinha supostamente metafórica ou mesmo premunitória que poderia servir de epitáfio: "Bye bye Gio. Vamos para a Irlanda."

Ruy Câmara

Ouçam: 







quinta-feira, janeiro 11, 2018

A POTÊNCIA DA VERDADE

A VERDADE é dotada de uma potência invisível tão poderosa que, mesmo tendo sido sepultada nas valas mais profundas do tempo e por lá tenha sido sufocada pelos entulhos putrefatos de mentiras, ardis, farsas, embustes e simulacros, ela, a VERDADE, mais amanhã, mais hoje, sempre se levantará e se afirmará com autarcia e plenitude para triunfar no passo da história e dos séculos.

No dia 24 deste janeiro esperançoso, o bandido e chefão máximo da organização criminosa mais nociva do planeta, LULA DA SILVA, será finalmente desmascado, em seguida condenado pela Justiça-justa e, após 3 dias do sumário veredicto, Lula passará a ser ignorado, demerecido e completamente desprezado por seu bando como um verme peçonhento, quando passará a viver a sua velhice solitária, sentindo no cárcere (público ou domiciliar) as ardências mais ardidas da sua consciência ordinária.

O Brasil decente espera, clama e deseja que o bandido Lula receba o seu merecido castigo por todos os males que causou ao país e ao povo Brasileiro e só então ele comprenderá a inutilidade dos seus atos criminosos e das das suas mentiras em série.

É provavel que que durante o cumprimento de sua merecida pena, Lula, já arruinado moral e mentalmente, sucumbirá em silêncio e ver-se-á sozinho, triste e sorumbático como uma hiena raivosa defenestrada da matilha.

Ruy Câmara.

quinta-feira, setembro 14, 2017

O QUE PENSO SOBRE INTERVENÇÃO MILITAR NO BRASIL

Eu, Ruy Câmara, sou um autor liberal e democrata por convicção e por formação acadêmica. E por conhecer e pesquisar in loco em diversos países submetidos a regimes de chumbo, não apoio e não apoiarei jamais a hipotética, irresponsável e inconsequente tese de intervenção militar no Brasil.

Afirmo isso como filho de militar, de um patriota e voluntário que combateu na 2ª Guerra Mundial, e também porque iniciei-me na vida com cadete da escola militar, onde aprendi a ser disciplinado, a respeitar direitos, a cumprir deveres, a defender minha pátria e a democracia, até mesmo sob perguições e ameças.

O caminho para se chegar ao poder no Brasil e no mundo civilizado é pela via democrática, pelas urnas, com voto secreto, impresso e com a apuração transparente e fiscalizada por especialistas.

Se um dia algum militar decente, capaz, honrado e de alta patente se candidatar à PRESIDÊNCIA DO BRASIL, poderá contar, provavelmente, com o MEU VOTO e da minha família.

Mas a tomada de assalto do Brasil pela força bruta, das armas, do chumbo quente e das botinas, não terá jamais o meu apoio.

E se os intervencionistas tentarem tomar o poder na marra, pela força bruta das armas, da foice e do martelo, haverão de enfrentar mais um sniper em sua trincheira intelectual.

Ruy Câmara.






















quinta-feira, agosto 31, 2017

A CORRUPÇÃO NOSSA DE CADA DIA




Muitos se perguntam: ´é possível derrotarmos a CORRUPÇÃO no Brasil?' 

O vídeo do psicólogo e psicanalista, Luiz Hanns, postado no link abaixo, ilustra bem que a corrupção não é uma prática criminosa que se atribua somente ao outro (ao político, juiz, líder sindical, empresário ou ao indivíduo que deseja se dar bem na vida a qualquer custo moral) mas a todos os indivíduos em conjunto e a isoladamente cada um que compõe o tecido social da nação.

A corrupção é uma prática criminosa, viciosa e viciante que deve ser enfrentada com rigor e simultaneamente nos seus três níveis, os quais, apesar de bastante distintos, se imbricam e se confundem entre si nas relações promíscuas entre pessoas e instituições públicas e privadas: 

A corrupção sistêmica ocorre com mais frequência no âmbito das instituições jurídico-políticas do país, na compra de votos; na fraude das urnas; na propina em troca de contrato; na troca de favores e indicação para cargos, etc. 

A corrupção sindrômica está no âmbito da burocracia estatal, na sua gestão legalista, nas regras de tributação, e ocorre com frequência quando o servidor público cria dificuldades para vender facilidades ao contribuinte, ou quando a autoridade cria mecanismos para beneficiar um dado setor da atividade econômica. 

A corrupção endêmica, que é a mais grave e a mais difícil de ser enfrentada, está no âmbito do próprio indivíduo, na deformação do seu caráter, chegando mesmo a ser confundida como parte da natureza humana, sendo também a mais visível, quando o indivíduo sonega impostos, quando suborna um guarda de trânsito; quando paga o professor para dar aulas particulares ao filho na véspera da prova ou quando simplesmente fura uma fila. 

Ora, sendo a família e a escola as instituições mais importantes na formação da criança, do adolescente e do indivíduo adulto, torna-se praticamente impossível combater a corrupção endêmica quando a própria família ou a escola são tolerantes com práticas criminosas; quando estimulam os desvios de condutas ou quando desvirtuam uma consciência em formação com maus exemplos de caráter ou infundindo ideologias que subvertem os bons princípios éticos, morais, educacionais e intelectuais, princípios que nortearão a vida dos indivíduos na sociedade. 

A experiência demonstra que, somente os esforços policiais e jurídicos não são, nem serão suficientes para derrotar a corrupção. Demonstra também que, nenhuma campanha de combate à corrupção terá êxito sem o engajamento dos professores, desde o ABC à universidade. 

Portanto, é premente o surgimento de uma ampla campanha nacional, envolvendo as mídias tradicionais, as redes sociais, as famílias e os educadores conscientes, para que possamos enfrentar a corrupção nos seus três níveis (sindrômica, sistêmica e endêmica) tal como vem sendo feito hoje no combate à homofobia, ao racismo, ao preconceito de gênero e outras questões importantes para a vida, como por exemplo, a proteção ao meio-ambiente, o combate às drogas e as diversas campanhas massivas de prevenção contra doenças transmissíveis ou infectocontagiosas. 

Ruy Câmara

Notas: 

O termo Corrupção, é uma corruptela do latim “corrupta”, das palavras cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). 

A corrupção é fruto do egoísmo e da ganância das pessoas, é querer levar vantagem em tudo, não se importando se irá prejudicar o próximo. O objetivo é "querer se dar bem".... 

É o ato ou efeito de se corromper, de oferecer algo para se obter vantagem em negociatas para favorecer uma pessoa em prejuízos das demais. É tirar vantagem pessoal de um "projeto de poder". É usar o dinheiro do contribuinte com populismos. É oferecer ou prometer vantagem indevida a qualquer pessoa, para submetê-la a praticar, omitir ou retardar ato de ofício previsto no Art. 333. do Código Penal. 

Segundo Calil Simão, é pressuposto necessário para a prática da corrupção a ausência de interesse ou compromisso com o bem comum. "A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes tragam uma gratificação pessoal". 

Entre os crimes contra a administração pública, previstos no Código Penal, estão o exercício arbitrário ou abuso de poder, a falsificação de papéis públicos, a má-gestão praticada por administradores públicos, a apropriação indébita previdenciária, a lavagem ou ocultação de bens oriundos de corrupção, emprego irregular de verbas ou rendas públicas, contrabando ou descaminho, a corrupção ativa e passiva, entre outros.

quinta-feira, agosto 24, 2017

POBREZA DE ESPÍRITO E MENTES NOCIVAS

Os indivíduos mais nocivos e os que menos contribuem para engrandecer a vida em uma sociedade civilizada são aqueles que pautam suas ações por idéias e pensamentos negativos em relação ao lucro, à propriedade e à riqueza.

Esses são, em essência, indivíduos intoxicados mentalmente por ideologias desastradas que inevitavelmente induzem e introjetam na mente dos fracos e incapazes a aceitação tácita da dependência material ou espiritual, da acomodação e até mesmo da miséria como condição imposta pelos outros.

Tais indivíduos podem ser facilmente identificados pelas suas ideias negativas em relação ao trabalho, ao progresso, aos prazeres e às transformações que ocorrem em todos os campos da vida, seja em sua casa, nas ruas ou mesmo nas redes sociais.

Igualmente nocivos são aqueles e aquelas que procuram alguém para reclamar do cônjuge, da família, do amigo, do emprego, do chefe, do salário, do governo, da vida e até do passado, do presente e do futuro.

Mas, os indivíduos mais nocivos, mais perigosos e mais traiçoeiros são aqueles desdotados da vontade de se autodeterminar na vida. 

Esses nunca assumem os próprios erros, as própria derrotas, omissões, culpas, frustrações e estão sempre procurando um culpado para justificar os seus fracassos, o seu imobilismo, a sua inutilidade social, intelectual e moral.

Parafraseando o escritor, Tom Corley, autor do livro “Change Your Habits, Change Your Life: Strategies that Transformed 177 Average People into Self-Made Millionaires”, não há e nem haverá PRÊMIO lotérico milionário que acabe com a POBREZA de espirito.

quarta-feira, agosto 23, 2017

REENCONTRANDO NIETZSCHE



No dia 25 de agosto de 1900 a filosofia perderia uma das suas referências mais sólidas: Friedrich Wilhelm Nietzsche. 

Em abril deste ano conturbado (2017) eu tive o prazer de visitar a casa onde Nietzsche nasceu em 1844, onde cresceu e onde dormem  os seus restos mortais, ao lado de um igreja católica em ruínas. A casinha modesta onde o filósofo vivera seus momentos criativos e agônicos, localiza-se na fria e diminuta Röcken, Alemanha, antigo Reino da Prússia, entre Dresden e Weimar. 

Surpreendeu-me constatar que, enquanto a Alemanha ganha corpo de potência econômica diante do mundo, aquele povoado só regrediu ao longo do tempo e hoje é um vilarejo com no máximo 700 habitantes, um lugar encafuado no distrito de Weißenfels, estado de Saxônia-Anhalt, tendo perdido em 2009 seu estatuto de município e sido rebaixado para a condição de vilerejo, fazendo parte da vila de Lützen.

Durante a minha visita de pesquisas à casa de Nietzsche e de outros vultos germânicos que edificaram a literatura e as artes ao longo dos séculos, eu tive a viva impressão de que naquele vilarejo triste, qualquer autodidata pensativo ou qualquer homem de cultura, morreria igualmente triste e sorumbático, tal como Nietzsche morrera, de tédio e solidão. (Ruy Câmara)

"Verdadeiro eu chamo àquele que entra nos desertos vazios de deuses... Nas areias amarelas, queimadas de sol, sedento, ele vê as ilhas cheias de fontes, onde as coisas vivas descansam debaixo das árvores. Não obstante, a sua sede não o convence a tornar-se como um destes, habitantes do conforto e desejosos de riquezas; pois onde há um oásis, aí também se encontram os ídolos." Nietzsche

Breve relato-pesquisa acerca do pensamento de Nietzsche:

Nietzsche era um crítico das "ideias modernas", da vida e da cultura moderna, do neo nacionalismo alemão. Para ele, os ideais modernos como democracia, socialismo, igualitarismo, emancipação feminina não eram senão expressões da decadência do "tipo homem". Por estas razões, é, por vezes, apontado como um precursor da pós-modernidade.

Na obra nietzschiana, a proclamação de uma nova moral contrapõe-se radicalmente ao anúncio utópico de uma nova humanidade, livre pelo imperativo categórico, como esperançosamente acreditava Kant. 

A vida de Friedrich Nietzsche foi tão vigorosa e tumultuada quanto sua filosofia. Viveu boa parte do seu tempo criativo quase como um ermitão. Sempre isolado, passou de gênio a louco, sofreu com duras críticas de acadêmicos da época e suportou o peso da carreira acadêmica ainda jovem. No início, grande amigo de Wagner, no fim, ódio ao antissemitismo wagneriano: Nietzsche foi um mar de provocações e inventividade.

Para Nietzsche, a liberdade não é mais que a aceitação consciente de um destino necessitante. O homem libertado de qualquer vínculo, senhor de si mesmo e dos outros, o homem desprezador de qualquer verdade estabelecida ou por estabelecer e estar apto para se exprimir a vida, em todos os seus atos - era este não apenas o ideal apontado por Nietzsche para o futuro, mas a realidade que ele mesmo tentava personificar.

Viver é manter-se preparado através de imbricações incessantes entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores, e vencedores que podem a cada instante serem vencidos e, por vezes, já se consideram como tais antes do final do combate.

Neste sentido, a vida para Nietzsche é vontade de poder ou de domínio ou de potência. Vontade essa que não conhece pausas e a vida real é tudo e tudo se esvai diante da vida imaginada. Não existe vida média, segundo Nietzsche, entre aceitação da vida e renúncia. Para salvá-la, é mister arrancar-lhe as máscaras e reconhecê-la tal como é: não para sofrê-la ou aceitá-la com resignação, mas para restituir-lhe o seu ritmo exaltante, o seu merismático júbilo.

O homem é um filho do "húmus" e é, portanto, corpo e vontade não somente de sobreviver, mas de vencer e de dominar. Essa é a essência mais absoluta da natureza humana e suas verdadeiras "virtudes" são: o orgulho, a alegria, a saúde, o amor sexual, a inimizade, a veneração, os bons hábitos, a vontade inabalável, a disciplina da intelectualidade superior e a vontade de poder.

Mas essas virtudes são privilégios de poucos, e é para esses poucos que a vida é feita. De fato, Nietzsche é contrário a qualquer tipo de igualitarismo e, principalmente, ao disfarçado legalismo kantiano, que atenta para o bom senso através de uma lei inflexível, ou seja, o imperativo categórico: "Proceda em todas as suas ações de modo que a norma de seu proceder possa tornar-se um exemplo universal".

Essas críticas se deveram à hostilidade de Nietzsche em face do racionalismo, que logo refutou como pura irracionalidade. Para ele, Kant nada mais é do que um fanático da moral, uma tarântula catastrófica.

Aforismos:

"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
"Torna-te quem tu és!"
"Cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar"
"Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos e de nós mesmo somos desconhecidos."
O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz do seu inferno um lugar ideal para viver."
"Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."
"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."
"Não me roube a solidão sem antes me oferecer uma verdadeira companhia."
"O amor é o estado mental no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."
"O Evangelho morreu na cruz."
"Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no "além" - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."
"Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas para não sujar os dedos. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária."
"O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."
"As convicções são cárceres e são as inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."


Na obra, Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém a trama é centrada na figura do sábio solitário Zarathustra, o conceito do super-Homem surge necessário quando o homem já não mais se identifica com os seus semelhantes e com os demais homens. A necessidade da superação, reafirmando os valores imutáveis da natureza (como a força vital, o amor e o devir) tornam-se indispensáveis para que não se perca a própria identidade em meio ao caos do mundo, mesmo que isso não seja aceito ou bem interpretado pela sociedade.

terça-feira, agosto 22, 2017

LULA, DE APEDEUTA A "DOTÔ DE ARAQUE" PELA UFRB


Em Cruz das Almas, Bahia, o VIGARISTA e APEDEUTA, LULA, visitou a UFRB, onde receberia o GLORIOSO título de DOUTOR HONORIS CAUSA das mãos do reitor daquela universidade. 

Mas, por força de uma decisão judicial a honraria oficial foi substituída por um título fajuto, de doutor honoris causa, concedido por parte do alunado, que o assinou o diploma tal como o vemos na foto abaixo: DICENTES DA UFRB. 



O termo “DICENTES”, empregado pelos apedeutas daquela universidade, doeu no meu tímpano direito. Mas deveria doer e arder muito mais nos ouvidos moucos da banda esquerdista, já que o termo usado no diploma fajuto não existe em língua alguma do planeta. 

Mas, um erro com tal espessura não tem a mínima importância para os burros que puxam a caravana do PT pelo Nordeste, afinal, a honraria é apenas um papelucho ou uma farsa a mais para inflar o cérebro obtuso de um analfabeto que sequer sabe que o termo correto seria “DISCENTES”, que alude àqueles que aprendem, pois trata-se de um adjetivo de dois gêneros, originário do latim "discente", que significa "aluno" ou àqueles que frequentam escolas e universidades que deveriam ensinar para retirar os estúpidos da ignorância. 

Ocorre que a jumentice crônica dos chamados “DICENTES” não parou aí. Apesar das poucas linhas, o diploma de Lula leva outro erro gramatical grave, como se vê na posição da vírgula, separando sujeito e predicado: 

“A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, concede ao maior presidente da República Federativa do Brasil, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, o torneiro mecânico, o título de doutor honoris causa”.

Fato é que o reitor da UFRB ficou tão envergonhado com os fiascos que, rapidamente cuidou de enviar uma nota à imprensa negando a concessão da honraria ao burro que puxa o comboio petista. 

É provável que os “docentes” e “discentes” da universidade do recôncavo baiano não saibam sequer que “Honoris Causa” é uma expressão em latim que alude a título honorífico e significa literalmente “por causa de honra”. Repita-se firmemente: “por causa da honra”. 

Caberia perguntar àquela gente o seguinte: que honra tem o bandido, Lula, para merecer distinção pela sua honra? 

Honra tem uma pessoa que pauta a sua vida por uma conduta proba, ilibada, virtuosa, plena de bons exemplos e norteada por valores morais e éticos que o permitam desfrutar de ótimo conceito junto às instituições jurídico-políticas do Estado e, principalmente, perante a sociedade. 

Merece todos os aplausos o juiz que proibiu a UFRB de honrar Lula, não só por desvio de finalidade da honraria, mas porque Lula é a negação tácita de tudo o que diz respeito à honra, tanto que já foi condenado pela justiça a cumprir 9 anos de cadeia e ainda segue teimosamente como um burro pachorrento puxando uma carroça atulhada de processos criminais. 

Ruy Câmara 

https://blogdoescritorruycmara.blogspot.com.br/2017/08/em-cruz-das-almas-bahia-o-vigarista-e.html










segunda-feira, agosto 21, 2017

A PRAÇA DE SHOWS DE ESTOCOLMO VIROU UM ABSURDISTÃO


Em 2011 estive em Estocolmo para a solenidade de premiação do poeta e tradutor sueco, Tomas Tranströmer, ganhador do Nobel de Literatura 2011. 

Caminhando com Rossana pelo centro de Estocolmo, deparamo-nos com uma multidão de fãs que se aguardavam com entusiasmo a aparição pública de um garoto, cantor canadense-inglês, de nome Justin Bieber. 



Em verdade eu não sabia da existência desse cantor, mas resolvi filmar a algazarra da juventude. Recentemente, a mesma praça festiva onde estivemos foi tomada de surpresa pelos bandos de muçulmanos que aportaram naquele país ao longo dos anos. O resultado dessa política de imigração pró-islâmica tem sido a gradual corrosão do tecido social sueco, com o aumento generalizado da violência e da criminalidade, especialmente crimes sexuais praticados por muçulmanos contra mulheres suecas. 

Não sem razão, Estocolmo há anos ostenta o título constrangedor de capital europeia do estupro. Do lado do governo, a atitude tem sido a mesma do restante da esquerda globalista que governa o continente europeu ocidental: negar a realidade da existência de um problema com a invasão muçulmana que ocorre há décadas no país, invasão essa patrocinada pela elite globalista sueca para fins de engenharia social. Nem de longe poderíamos imaginar que a belíssima e outrora segura e pacata Estocolmo, estaria seriamente ameaçada pelos bandos de criminosos islamistas e pelas turbas de loucos-ensandecidos, adeptos da famigerada e Sharia.


Atualmente a polícia sueca está pedindo ajuda externa para controlar a violência no país, pois os relatórios de avaliação de riscos demonstram que é apenas uma questão de tempo, antes de o país precisar de uma intervenção militar para evitar uma catástrofe humanitária.

Essa negação da realidade não decorre de modo algum de uma suposta incompetência. A negação faz parte da estratégia empreendida pela socialdemocracia de submissão da sociedade sueca ao islã. Uma estratégia que inclui a imposição da censura aos que criticam políticas imigratórias suecas. Uma censura que se dá através da pressão social exercida por meio dos preceitos do politicamente correto e do multiculturalismo, e também por meios legais, uma vez que qualquer cidadão sueco pode ser processado por crime de racismo ou islamofobia se fizer críticas às políticas imigratórias do país.

Os episódios de violência islâmica em Rinkeby ocorreram poucas horas após o premier sueco Stefan Löfven ter afirmado que estava surpreso com declaração dada por Donald Trump, que afirmou no fim de semana que os suecos estavam tendo problemas que eles nunca haviam imaginado antes, referindo-se à questão das políticas imigratórias. Stefan Löfven reagiu à fala de Donald Trump, insinuando que o presidente norte-americano deveria procurar se informar melhor antes de fazer declarações.

Horas após a declaração do chefe de governo sueco, a realidade em Rinkeby mostrou que Donald Trump estava correto, e que seria talvez o caso de sugerir que quem deveria procurar se informar sobre a Suécia, antes de fazer declarações, é o próprio primeiro ministro do país. Mas como dissemos anteriormente, Stefan Löfven é muito bem informado e sabe o que ocorre na nação escandinava. Sua sua contestação à fala de Donald Trump foi apenas mais um capítulo do exercício de negação da realidade que a esquerda globalista exerce continuamente, como forma de assegurar a submissão da Suécia ao islamismo.

A realidade da invasão e dominação islâmica da Suécia é resultante da estupidez do governo. Os episódios de violência ocorridos na segunda-feira em Rinkeby não correspondem a um fato isolado. Eles foram apenas uma amostra da realidade de inúmeras cidades e regiões suecas que são na prática controladas por muçulmanos, tanto recém-chegados na condição de supostos refugiados, ou muçulmanos nascidos no país e filhos de segunda ou terceira geração de muçulmanos que vieram por lá.

(Vejam o Vídeo) INVASÃO 

Quando os homens muçulmanos imigraram à Suécia, eles trouxeram a cultura islâmica da permissão do estupro. Trata-se de uma cultura entranhada e vinculada ao tratamento de suas próprias mulheres. Conforme a Sharia, lei islâmica, as mulheres têm a obrigação de cuidar da casa e das crianças e atender os desejos sexuais dos maridos. Uma mulher não submissa corre o risco de ser estuprada pelo próprio marido. Entretanto, ainda conforme a Sharia, essa cultura do sexo forçado impacta também as mulheres suecas, pois, como “infiéis” (não muçulmanas), servem legalmente de alvo de ataque por homens muçulmanos. Tal sistema de crença tem levado à disparada nos casos de estupro na Suécia, mais de 1 mil, desde que as portas do país foram abertas para a imigração muçulmana.



Um relatório emitido pelo Conselho Sueco de Prevenção ao Crime de 1996 enfatizou que os imigrantes muçulmanos oriundos no norte da África tende 23 mais a cometer estupro que os homens suecos. Os índices reforçam a fama que a Suécia é atualmente a “capital do estupro” no ocidente. Ainda mais chocante, o politicamente correto que lança sombra sobre a denúncia dos casos de abuso. Sensíveis às acusações de islamofobia, a imprensa sueca, aparentemente, se recusa a soar o alarme para as mulheres nativas sobre quem são esses predadores, ou seja, quando um muçulmano comete um estupro, a mídia se refere a ele como sueco.

Mas, a falha em identificar os estupradores muçulmanos permitiu que se eles se escondam nas sombras para cometer crimes sexuais ainda mais graves. Sem medo de serem punidos, os predadores adotaram a mentalidade da matilha de lobos. Um crime virtualmente não existente na Suécia na década de 70, o estupo em grupo tornou-se agora comum no país.

Entre 1995 e 2006, o governo sueco monitorou a incidência de estupros perpetrados por vários homens ao mesmo tempo (gang rape) e percebeu o aumento drástico da tendência. Entretanto, após identificar o problema, as autoridades “enterraram a cabeça na areia”, suspendendo qualquer estudo sobre o assunto. Aparentemente, o temor do governo sueco em parecer islamofóbico parece ser maior que a segurança das mulheres suecas. Em decorrência do fato de nenhum estudo ter sido realizado sobre o tema desde 2006, especula-se que esse número possa aumentar.

Uma comparação interessante entre a Suécia e o Japão revela constrastes profundos. O Dr. Mordechai Kedar, agente do Departamento de Inteligência de Israel, observou em seu artigo publicado em 20 de maio de 2013: “Um país sem muçulmanos”, embora o país tenha uma população de 127 milhões de habitantes, há somente 10 mil residentes muçulmanos. Os muçulmanos totalizam menos de 0.01% da população, em contraste com os países europeus. Apesar de o Japão não considerar a imigração muçulmana uma fonte de preocupação, Kedar explica que os japoneses permanencem preocupados com a influência muçulmana no país.

O especialista explica que: “primeiramente, o japonês tende a agrupar todos os muçulmanos como fundamentalistas que não estão dispostos a abandonar seus pontos de vista tradicionais e adotar formas novas de pensar e se comportar. No Japão, o Islamismo é visto como uma religião estranha, que qualquer pessoa inteligente deva evitar”.

“A maioria dos japoneses não possui religião, mas comportamentos ligados à religião Shinto, com elementos do Budismo integrados aos costumes nacionais. No Japão, a religião está conectada ao conceito nacionalista, portanto, o preconceito existe contra os estrangeiros, sejam chineses, coreanos, malaios, indonesianos e os ocidentais não escapam desse fenômeno tampouco”, acrescentou. “Algumas pessoas consideram isso ‘conceito desenvolvido de nacionalismo’ e outras que o consideram ‘racismo’, embora as duas, aparentemente, possam não estar erradas”.

Kedar também explicou que “em último lugar, os japoneses ignoram o conceito de monoteísmo e fé em um deus abstrato, pois o conceito deles de mundo é aparentemente conectado ao material e não à fé e emoções. Parece que eles igualam o Judaísmo ao Islamismo.

Quando a comunidade internacional foi chamada para ajudar no reassentamento dos refugiados muçulmanos, o Japão ofereceu ajuda financeira, mas rejeitou abrir suas portas para a imigração. O tema tras à tona até que ponto é importante a assimilação cultural dos novos imigrantes nos países hospedeiros.


Atualmente, milhares de recrutadores atuam na Suécia subvertendo os jovens e convertendo-os ao islã. Portanto, não será nenhuma novidade quando Donald Trump anunciar para o mundo que a pacífica Suécia virou um país exportador de extremistas islâmicos.

(Vejam o vídeo) SUÉCIA é o ABSURDISTÃO

Ruy Câmara